Pular de um prédio a outro e não cair.
Fugir de si mesma pela cidade lotada de gente.
Alguns pensamentos como esses passavam pela cabeça de uma das alunas daquela escola, naquela tarde. Frases que corriam soltas e que talvez não voltassem mais. Porque prestar atenção à aula já não era possível. E o dia tava tão bonito lá fora e o pé ardia, quente, dentro do tênis.
A grama estava mais fofa e a brisa mais fresca do outro lado da janela. O vidro. Ver através de algo é realmente estranho. Tão irreal, tão surreal. alguém corria do outro lado, outra pessoa gritava e os pássaros voavam, como que assutados. como que fugindo da tarde.
sexta-feira, outubro 06, 2006
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